Q&A: qual a diferença da visão de futuro e estratégica no NeuroRobo?

Estou testando o robô da Trajecta e tentando entender seu funcionamento principalmente a visão de futuro e estratégica. Seria possível explicar melhor como funciona? Obrigado. – Luis Fernando

Olá Luis Fernando, obrigado pela pergunta e pelos testes.

Antes de mais nada, é muito importante perceber que sistemas de Inteligência Artificial utilizam tecnologias que não necessariamente devem seguir o modelo de inteligência e percepção, ou até mesmo, intuição, humano. Por exemplo, se você analisar as decisões de um sistema como o AlphaGo do Google, capaz de vencer qualquer oponente no jogo de Go, as suas decisões seguirão modelos tão complexos que provavelmente nem os próprios autores, nem os melhores jogadores atuais, conseguirão decifrar nos próximos anos.

Ou seja, a validade desses sistemas está principalmente nos resultados obtidos, e é isso que nos motiva a criar sistemas assim. Na verdade, isso acontece também com gestores humanos, que tomam decisões discricionárias a todo momento, reagindo às mudanças infinitamente imprevisíveis do mercado.

Seja como for, trabalhamos fortemente na Trajecta para identificar as melhores lógicas, modelos, algoritmos, etc., para sintetizar eles no limitado espaço de um expert advisor, para ser compatível com plataformas que são executadas até mesmo na casa de nossos clientes, o que torna esse desafio ainda maior.

Dito isso, agora começando a responder de fato sua pergunta, note que na prática essas informações apresentadas pelo robô servem apenas como uma referência em termos de modelos e tomadas de decisão, principalmente para análise do perfil de cada DNA específico, e sua engenharia reversa nem sempre é totalmente possível, principalmente nos modelos de aprendizado de máquina com redes mais profundas.

Em tese, o ideal é estudar melhor como funciona a Escola da Visão, que é uma escola de investimento que o NeuroRobo opera, e que proponho em meu método, e que é a base para toda a tomada de decisão, principalmente de sistemas operacionais quantitativos, cuja a ideia é projetar futuros cenários possíveis e criar modelos específicos para esses cenários, tomando decisões em tempo real a partir de sua monitoração e identificação.

Entretanto, o NeuroRobo segue uma linha de aprendizado do mercado que não necessariamente segue algum algoritmo prévio, e ele pode descobrir ou criar novos modelos de operação, confrontando essas ideias, uma vez que não utiliza indicadores de mercado e cria seus próprios indicadores.

Dessa forma, vou procurar responder sua pergunta apresentando algumas linhas gerais e conceitos de projeto do produto:

– A visão de futuro é um modelo no momento, para o DNA específico, de como o mercado irá se comportar no futuro, embora a Trajecta não divulgue, por questões estratégicas, qual o horizonte desse futuro, ou seja, se é segundos, minutos, horas, semanas, meses, etc., e isso é definido e seguido pelos modelos de cada DNA.

– A visão estratégica é um modelo de análise do DNA específico de como os demais players com potencial de decisão no mercado estão visualizando o futuro.

Ou seja, a partir da visão de futuro do próprio robô e da visão de futuro que ele imagina ser a dos demais players com real potencial de agressão, e que irão determinar o mercado, são compostas várias estratégias, de convergência e divergência dessas visões, compiladas pela análise dos mais diversos sensórios disponíveis, seja a partir de preços e volumes, seja a partir de modelos mais sofisticados, como notícias e eventos de calendário.

Note também que, conforme determinados modelos de aprendizado, o robô poderá testar sua validade e eficiência, e para isso operar no mercado com diferentes padrões de risco para melhor avaliação, criando uma amostra mais realista, o que portanto torna bem mais complexo identificar e entender suas decisões.

Espero ter ajudado.

Sds.,
Rogério Figurelli