Erros estratégicos, de pessoas e máquinas

Assim como pessoas e máquinas trabalham cada vez mais de forma colaborativa, inclusive em todo processo cognitivo, da análise à tomada de decisão, os erros são também cada vez mais coletivos, e eu diria, estratégicos.

A cognição artificial, e até mesmo a intuição artificial, permite dividir responsabilidades das pessoas não mais apenas com outras pessoas, e comunidades, mas com as máquinas.

Mas penso que os erros estratégicos, tanto de pessoas, como de máquinas, ainda são de responsabilidade principal das pessoas, mesmo que os robôs estejam cada vez mais conscientes, pelo menos em termos de qualidade e resposta sensória.

Dessa forma, devemos preparar os modelos de inteligência artificial para a colaboração das máquinas nas estratégias, criando modelos ainda mais abstratos que acompanhem e atuem sempre que as estratégias apresentam erros.

Infelizmente, em nosso país, ainda estamos engatinhando em criar estratégias digitais, e portanto esse nível de abstração ainda se mostra distante. Teremos que aprender na base da tentativa e erro para começar a medir e atuar com inteligência, natural, sobre a inteligência artificial.

Em algumas áreas especialmente, pelo risco envolvido, esse aprendizado por reforço pode representar grandes ameaças (e oportunidades), como a área financeira e a de saúde (healthcare), mas vejo essa como uma necessidade fundamental, que já pode ser trabalhada por qualquer organização, seja a área que for.

E os modelos e inteligência para isso, natural e artificial, são cada vez mais acessiveis.

Sds.,
Rogério Figurelli
17/07/2019