Inteligência Artificial: onde focar?

A Inteligência Artificial (IA) cresceu muito em mais de setenta anos de história.

Existem vários pontos positivos disso, que impactam nosso dia a dia, mas para as pessoas nas organizações, e sua inteligência natural, está cada vez mais complexo manter um foco.

E o foco, como estratégia, é tão antigo quase como a própria IA.

E isso justifica uma das perguntas que mais recebo como consultor: onde focar?

Acredito que não exista uma resposta fácil e que sirva para todo e qualquer modelo ou área de negócios, mas sem dúvida essa é uma boa pergunta, que nos provoca a refletir.

Nesse sentido, minha recomendação é muito direta: deep learning.

A força estratégica das redes neurais artificiais

O deep learning, ou aprendizado profundo, é, no meu entender, um nome que por si próprio já carrega um forte potencial estratégico, pois na verdade, passa um efeito de curiosidade no mercado, o que também, infelizmente, facilita a criação de hypes.

Mas o mais relevante é que você pode seguir uma lógica de que o estado da arte em termos de resultados de IA é o aprendizado de máquina, ou machine learning (ML), justamente pela grande capacidade de abstração de uma etapa fundamental de qualquer criação de programas de computador: a própria programação. Além disso, o ML traz um novo potencial para os dados nas empresas, estacionado em tecnologias antigas como data mining e text mining.

Então, no meu entender, se temos o foco em aprendizado de máquina, já estamos dando um passo estratégico relevante.

Esse passo não é suficiente, pois não podemos esquecer que, dentro do próprio ML, pode-se seguir uma mesma lógica de que o estado da arte em termos de resultados de aprendizado de máquina é o aprendizado profundo, ou deep learning (DL), justamente por permitir criar modelos baseados no funcionamento dos neurônios, e suas redes.

Entretanto, a realidade é que o crescimento de resultados de ML abre o leque para os mais variados métodos, e a perda de foco.

E, dentro dessa realidade, eu escolho os modelos baseados em redes neurais artificiais como a mais estratégica e urgente ferramenta para qualquer organização investir hoje.

Não em um ou dois modelos, ou até mesmo projetos, mas centenas e milhares deles.

Afinal, nossos cérebros não funcionam também com poucos neurônios, ou poucas redes.

Sds.,
Rogério Figurelli
20/07/2019