O futuro do Futuro

Se você percebeu que os “futuros” estão escritos de forma diferente no título desse artigo, parabéns, pois isso, provavelmente, é uma prova que sua mente está atenta a toda e qualquer mudança e/ou erro ao seu redor.

No nosso caso, entretanto, a segunda instância da palavra futuro foi escrita dessa forma para realçar a mudança que a transformação digital está causando, e irá causar cada vez mais, na forma que as pessoas e as organizações percebem o Futuro.

A nova visão de futuro, de pessoas e máquinas

Defino essa realidade como uma nova visão de futuro, coletiva, formada por pessoas e máquinas, buscando um melhor entendimento sobre os cenários futuros, ou o Futuro, seguindo o contexto apresentado.

Note que não estou falando aqui de precisão ou previsão do Futuro, mas na mudança na inteligência e na qualidade de como entendemos o passado, e o presente, para entender e projetar os possíveis atores e cenários, antes mesmo de eles acontecerm.

Nesse novo futuro do Futuro, a tecnologia é a peça e ferramenta principal, com a grande vantagem de crescer, em termos de capacidade, de forma exponencial. Isso não significa que a taxa de crescimento de nossa visão de Futuro será a mesma, já que a disseminação dessa tecnologia, e principalmente sua aceitação, caminha em velocidade própria.

O futuro da inteligência em direção à sabedoria

Na verdade, sou otimista o suficiente para acreditar que estamos com um oportunidade única, na história, de caminhar rapidamente transformando inteligência em sabedoria, ou seja, de agir com uma consciência mais elevada sobre os efeitos futuros das nossas decisões atuais, atuando como atores dos futuros cenários que estaremos vivenciando de alguma forma.

E, enquanto os cientistas buscam formas de criar novos modelos, com maior inteligência genérica, tentando enriquecer a sabedoria das máquinas, as pessoas são o grande diferencial para agregar a consciência necessária para evolução da inteligência sobre o Futuro, de forma a tomar decisões cada vez mais sábias.

Na prática, temos em mãos, cada vez mais, as ferramentas para escrever nossos destinos, tanto de forma individual, como coletiva.

Somos, como nunca, donos de nossos destinos!

E, principalmente, cabem às pessoas — e não às máquinas — implantarem e utilizarem com sabedoria essa liberdade e novo potencial presente, e futuro.

Sds.,
Rogério Figurelli
trajecta.com.br
25/07/2019