RPA, Robôs Artificiais e a nova inovação: os desafios da automação à autonomia digital

O crescimento dos robôs com partes físicas, que em tese seriam os reais robôs, pressiona a definição de software robôs, ou seja, os robôs que executam apenas tarefas lógicas. Prefiro chamar esse último tipo de Robôs Artificiais, um termo que uso bastante em meus livros, justamente para deixar clara a diferença do real e artificial.

Mas o mais relevante, na minha opinião, é que tantos robôs reais, como artificiais, crescem no mercado de forma cada vez mais colaborativa, até mesmo em áreas extremamente baseadas em operações lógicas, como o mercado financeiro.

E isso acontece de uma forma transparente, quase imperceptível pelo mercado e pelos desenvolvedores, através da pressão, sem paradigmas, da inovação.

Uma nova inovação, sem paradigmas do real ou artificial, ou ainda do analógico ou digital.

Ou mais ainda, sem paradigmas de pessoas e máquinas, que podem atuar de forma cada vez mais colaborativa.

Dessa forma, o mesmo modelo que resolve um problema em um carro autônomo, que certamente será cada vez mais um dos exemplos com mais impacto no dia a dia das pessoas de robôs com partes físicas, como são para seu celular as Apps de robôs artificiais, pode resolver um problema complexo de modelagem na área financeira.

Mais que isso, muito do crescimento da evolução na área de inteligência de automação de processos, como a tecnologia de RPA (Robotic Process Automation), é derivada de princípios e conceitos básicos de automação de processos, já bastante aceitos no mercado, facilitando sua disseminação no mercado.

Na verdade, fazendo uma análise mais abstrata dessa questão, vejo que a grande pressão que todos os tipos de desenvolvedores de robôs buscam endereçar está relacionada cada vez mais à autonomia, que a própria automação.

Esse é na verdade o tema de minha nova série de cursos no Udemy, denominada de Inteligência Artificial para Inovação , que considero de extrema relevância para as organizações no cenário de transformação digital, pois quando a máquina tem que decidir sozinha, com seus modelos, os desafios são imensos nas mais variadas áreas, pois envolvem cada vez mais arquiteturas cognitivas complexas.

Desses desafios, provavelmente o maior de todos está em quebrar os paradigmas dessa nova inovação, onde pessoas e máquinas criam produtos e serviços de forma cada vez mais coletiva.

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Por Rogério Figurelli em 06/09/2019